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30 Set 2020

O que pensar dos Prémios Europeus de Cinema?
Newsflash

O que pensar dos Prémios Europeus de Cinema? 

Numa altura em que a Academia de cinema europeu aposta cada vez mais no mediatismo da entrega dos EFA (os European Film Awards), os resultados da cerimónia de sábado deixam no ar algumas interrogações. Será que faz sentido a votação em bloco para o britânico A Favorita, de Yorgos Lanthimos? Sobretudo se pensarmos que é um filme que foi alavancado por um estúdio de Hollywood, a Fox… A interrogação pode ganhar mesmo uma carga de perplexidade quando se sabe que na competição estavam obras como Dor e Glória e J’Accuse, o novo Polanski.

E custa também perceber o peso das ausências dos vencedores, em especial de Olivia Colman, atriz vencedora em A Favorita que confessou no vídeo que enviou do telemóvel que estava no dia de folga das filmagens de The Crown…

Alguns comentários ao palmarés….

 

Palmarés:

Melhor Filme: A Favorita

Num ano em que se previa que Dor e Glória poderia trazer glória a Almodóvar, a produção britânica A Favorita venceu as categorias principais, premiando assim o talento de Lanthimos, realizador grego que já teve melhores dias…

 

Melhor Comédia: A Favorita

Sinal de pouco critério nestas nomeações….Como é possível um filme super-nomeado nas categorias principais estar candidato a melhor comédia? Claro que Lanthimos filma sempre com um humor explícito, mas daí até colocar o filme na secção das comédias vai uma grande volta…Não havia necessidade.

 

Melhor Realizador: Yorgos Lanthimos- A Favorita´

A simplicidade e o bom gosto de Almodóvar não foram suficientes para anular o efeito rocambolesco da câmara de Lanthimos num filme sempre em flagrante excesso.

 

Melhor Descoberta- Os Miseráveis, de Ladj Li

Funciona como prémio de consolação este galardão. Não deixa de ser significativo que o filme francês apontado aos Óscares tenha saído de Berlim premiado…

 

Melhor ator: Antonio Banderas- Dor e Glória

 

Num ano com grandes interpretações masculinas, Banderas vence com justiça no papel da sua vida. Foi bonito o agradecimento a Almodóvar. O espanhol reforça assim a sua pretensão em ir longe nesta temporada dos prémios na América.

 

Melhor atriz: Olivia Colman- A Favorita

 

Inevitável este prémio para a atriz que meses antes já ganhara o Óscar e tantos outros prémios. Obviamente, a sua grande competição era o papelão de Trine Dryholm nesse espantoso Rainha de Copas, ainda inédito em Portugal.

 

Prémio do Público: Cold War- Pawel Pawlikowski

Demasiado presa a regras e regulamentos, não se compreende como a Academia deixa que um filme que venceu o ano passado volte a estar este ano a competir, mesmo que seja numa categoria com voto popular online. Seja como for, o realizador polaco estava feliz e não se cansou de dançar noite fora na festa chique do Café Moscow.

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