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28 Out 2020

O estado das coisas na corrida aos Óscares 2021
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O estado das coisas na corrida aos Óscares 2021 

O que os festivais pós-Verão estão a dar aos Óscares

Depois de Veneza, TIFF e San Sebastián, começam-se a perfilar alguns possíveis candidatos para a temporada dos prémios. Num ano em que a Netflix não quis nada com os festivais e em que as novas regras permitem estreias após dezembro, já se percebeu que tudo é diferente, sobretudo pela quantidade de adiamentos uns cima dos outros. 2021 não será ano para termos na corrida Steven Spielberg ou Wes Anderson cujos filmes foram adiados um ano.

Mas da fornada dos festivais de outono, The Father, de Florian Zeller e Nomadland- Sobreviver na América, de Chloé Zhang, são os filmes que mais beneficiaram das críticas positivas. The Father deverá sem espinhas colocar Anthony Hopkins na corrida para melhor ator – os votantes da Academia já tinham dado toda a glória a Julianne Moore em O Meu Nome é Alice e aqui a personagem do galês é um patriarca consumido pela doença de Alzheimer. Independentemente do cliché, a atuação de Sir Anthony é a todos os níveis gigante. Quanto a Nomadland- Sobreviver na América, tem um consenso crítico extraordinário e uma Frances McDormand num dos grandes momentos da sua carreira. A Fox tem ainda como trunfo o Leão de Ouro de Veneza e o sempre sintomático voto do povo em Toronto. Está mais do que garantido e até pode partir com alguma margem de favoritismo.

A surpresa desta leva parece ser a estreia na realização de Regina King, One Night in Miami, filme que aborda um acontecimento marcante na reflexão da luta contra o racismo nos anos 1960. Todos os anos se aposta numa revelação e esta tem “tema”.

Mas Ammonite, de Francis Lee, poderá ter alguma força também. Em Toronto foi levado ao colo e parece ser também garantida a presença de Kate Winslet nesta corrida.

Seja como for, há ainda um dos premiados de Berlim que continua com algum poder: Never Rarely Sometimes Always, de Eliza Hittman, crónica sobre uma gravidez não desejada. O filme já estreou pela Focus, resta apenas saber se há orçamento para uma promoção continuada e digna.

Não subestimar também a boa energia de Sound of Metal, de Darius Marder, visto e aclamado no TIFF do ano passado mas que só agora vai estrear. É daqueles pequenos casos que pode pegar a boleia do filme coqueluche e a interpretação de Riz Ahmed como baterista de uma banda de metal a perder a audição é a todos os níveis antológica.

Vanessa Kirby em Pieces of a Woman, de Kornel Mundruczó, em Veneza venceu a interpretação feminina e poderá também entrar nas contas.

Seja como for, a Netflix deverá ser a campeã das nomeações. Ma Rainey’s Black Bottom, de George C. Wolfe, Os 7 de Chigado, de Aaron Sorkin, Da 5 Bloods- Irmãos de Armas, de Spike Lee e Mank, de David Fincher, muito dificilmente não entram na lista dos nomeados para melhor filme. Do filme de Lee apetece dizer que é inevitável que Delroy Lindo assuma o favoritismo na corrida para os prémios de interpretação….Maior incógnita em relação a Hillbilly Helegy, de Ron Howard, ainda por ver mas com Amy Adams e Glenn Close a dar prestigio suficiente…

A beneficiar dos adiamentos poderá estar a Universal com News of The World, de Paul Greengrass, filme de época onde supostamente Tom Hanks tem o papel da sua vida. E quem sobrevive ao Covid-19 é logo um caso de veneração…

A Awards Season mais atípica de sempre já está a pegar fogo.

 

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