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30 Set 2020

Mostra Cine-Atlântico
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Mostra Cine-Atlântico 

Magníficos dias atlânticos!

Uma mostra com a coleção cinema português 2019.  A cortesia é do Cineclube de Angra do Heroísmo através da Mostra Cine Atlântico que decorreu este fim-de-semana nos Açores, Ilha Terceira. Lotações esgotadas, debates e um entusiasmo grande perante uma série de filmes programados pelo crítico e documentarista José Vieira Mendes.

Depois de três edições, a Mostra provou que a sala dos Recreios de Angra já merece receber um festival e eventualmente poder ter uma ampliação internacional, algo que faria todo o sentido numa altura em que as ilhas não têm nenhum evento de cinema.

Neste ano de afirmação, o debate maior foi em torno de Agustina Bessa Luís. Carlos Natálio, do site  A Pala de Walch foi o convidado para animar uma conversa a propósito das relações da escritora com o cinema. Obviamente, uma conversa marcada pela sua relação com Manoel de Oliveira. Face a um público interessado, o crítico passou em revista a simbiose de Agustina com o estilo de Oliveira, mas também com a cumplicidade de Rita Azevedo Gomes. Nesse particular capítulo, foi exibido A Portuguesa, a partir de Robert Musil, obra que Agustina adaptou.

Variações, de João Maia, abriu a mostra, tendo também levado à Terceira o seu realizador. Lotação esgotada para uma sessão que terá acabado em festa. Mais surpreendente foi a enchente de Snu, de Patrícia Sequeira, bem como de A Herdade, de Tiago Guedes, apresentado por Paulo Branco.

Num ano em que não se apostou no cinema de curta-metragem nem documental, destaca-se a exibição de Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos, de João Salaviza e René Nader Messora  e desse objeto desconcertante chamado Diamantino, de Gabriel Abrantes e Daniel Schimdt.

Oportuna foi também a recuperação de Linhas Tortas, a primeira longa de Rita Nunes, filme injustamente ignorado pelo público do Continente e que narra uma história de atração através de mensagens escritas num mundo de redes sociais.

Rezemos para que esta Mostra se torne festival e que encontre apoios para apostar igualmente em retrospectivas de cineastas que têm feito da cinematografia portuguesa um dos casos mais estimados dos circuitos cinéfilos internacionais.

 

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