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29 Set 2020

Entrevista a Francisco Froes
Entrevistas

Entrevista a Francisco Froes 

“Enquanto acordar e for feliz estarei em Hollywood”

O ator de Parque Mayer, de António-Pedro Vasconcelos está a ter o melhor ano da sua carreira. Depois de ter sido considerado o melhor ator de cinema nos Prémios SPA, de ter vencido o Prémio Nico da Academia referente à melhor esperança masculina e a nomeação de melhor ator nos Globos de Ouro, Francisco Froes estreia-se como realizador a dirigir Sara Sampaio em Silence. Conversa no Roosevelt Hotel, no coração de Hollywood, o local onde recentemente viu nascer o filho e onde pretende continuar.

Ser nomeado para o Globo de Ouro da SIC o que significou?

Foi importante. Qualquer nomeação para nós atores sabe bem, é como se sentíssemos que o nosso trabalho foi aprovado. Estou numa luta aqui em Los Angeles com a rejeição a tempo inteiro… Quando ouvimos uma notícia boa, sabe mesmo bem! Depois de estar anos e anos aqui em Los Angeles foi bem agradável a oportunidade que tive com Parque Mayer. Via-se logo que era um papel com muito sumo. Dei tudo de mim nesse filme. Senti que saiu bem, mas poderia ter sido ao contrário: uma vergonha! Ter sido nomeado para o Globo foi uma honra enorme.

 

E foste nomeado ao lado de atores de uma nova geração…

Parece que estamos na mudança da guarda… (risos)

Sentes que Parque Mayer foi o melhor cartão de visita para quem não conhecia o teu trabalho?

Sim, foi incrível! Trabalhar com o António-Pedro Vasconcelos foi um prazer enorme. Ele dá-nos espaço para um ator se aventurar e arriscar. Há atores e há atores, eu sou daqueles que me preciso de sentir à vontade para arriscar. Nesse aspeto, o António-Pedro é uma pessoa com muito pouco ego e prefere ouvir os atores. Diria tratar-se de um cineasta completo. Ouve-me a mim e ouve toda a gente, como um filtro.

 

Quando podemos esperar coisas de ti feitas aqui em Los Angeles?

Fiz, entretanto, uma curta como realizador e argumentista. Entra a Sara Sampaio e o Rafael Morais. Chama-se Silence e é falada em Inglês. Além disso, estou a criar com o Tom Albanese e o Tiago Felizardo, o No Actor Parking, uma web-series. Essa é a minha vertente mais de produtor, atrai-me isso tudo. Acredito que todas as áreas se conjugam! Gosto de “storytelling”, pronto! Não me gosto de sentir apenas dependente de só uma coisa. De resto, vou fazendo uns “castings” e talvez tenha uns projetos em Portugal…

Mas o plano é manteres-te por Hollywood, não é?

Enquanto acordar de manhã e for feliz estarei em Hollywood. Eventualmente regressarei a Portugal – acabei de ter um filho e isso faz-nos pensar um bocado. Nos próximos dois anos quero ver como as coisas correm. O próprio efeito do Parque Mayer foi bom para cá. Depois de receber o prémio da SPA sinto que me têm chamado mais… Isto não é fácil aqui, as pessoas não têm a noção, nomeadamente para arranjar uma audição. Depende muito dos agentes. Um agente muito bom não é nada fácil de arranjar. Ninguém quer começar a carreira de ninguém. Trata-se realmente de uma batalha. É duro, mas tenho agora uma manager.

 

Seja como for, já não te vendes como principiante.

De todo! Mas para os olhos de uma americano que não conhece Portugal, o que é importante é querer saber em que série americana é que eu entrei. Tenho entrado apenas em coisinhas pequenas, em especial uma série do History Channel. Na verdade, ainda não tive um papel assim muito sonante, daqueles que abram portas.

 

Mas algum filme conhecido que tenhas tido a possibilidade de fazer audição?

Sim, o Sem Tempo, de Andrew Niccol, com o Justin Timberlake, mas foi há muito tempo. Já estou há 10 anos nos EUA, oito em Los Angeles.

Gostas da cidade…

Gosto muito. Tem mais a ver com Portugal do que Nova Iorque, onde apenas estive dois anos a estudar.

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