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14 Out 2019

Diário do Festival de Zurique, dia 2
Newsflash

Diário do Festival de Zurique, dia 2 

Numa tarde com um sol chocante para os suíços, o meu dia foi ganho com a entrevista muito “casual” com a Dama Judi Dench. O pretexto foi Red Joan, que apenas terá a sua estreia comercial lá para a próxima primavera. É um thriller “by the book” feito por um dos mais afamados encenadores do West End, Trevor Nunn. Conta-nos a história real de Joan, uma senhora idosa acusada pelos serviços secretos ingleses de ser espia. Judi Dench está maravilhosa e no Hotel Baur Lac dizia-me que ainda se lembrava quando festejou a entrada da Inglaterra na CEE. Agora, claro, faz-lhe impressão a história do Brexit.

Neste festival com precisão suíça, não deixa de ser curioso que a imprensa internacional seja apaparicada por uma empresa de atachés de imprensa ingleses, a Premiere PR, talvez os maiores especialistas de press-junkets, os tais encontros promocionais com as estrelas. A verdade é que funciona tudo a tempo, sem falhas…

Na praça junto ao lago, a Bellevue,  o red carpet é verde e por lá já desfilaram este ano Viggo Mortensen, David Lowery, Donald Sutherland e Wim Wenders. Amanhã estima-se que Johnny Depp parta a louça, embora o seu Richard Says Goodbye chegue ao festival com o seu “buzz” em baixo…

Diário do Festival de Zurique 2

O sol continua a chocar a boa gente de Zurique. Mas num festival do Primeiro Mundo, com jantares  de sushi para os convidados e oferta de cachorros para a imprensa, há um filme que está a dar que falar pelas piores razões: Richard Says Goodbye, de Wayne Roberts, uma antestreia mundial que vai trazer hoje à praça Bellevue (na imagem) Johnny Depp, que aqui interpreta um professor universitário bebedolas  a tentar contar à família a notícia que recebeu do médico: um cancro terminal. Agora percebe-se porque razão não foi seleccionado para Veneza ou Toronto – é muito embaraçoso. Diria mesmo que pode ser “suicídio de carreira” para Johnny Depp. Segundo o festival, Depp decidiu não dar entrevistas. Compreende-se…o ator tem visto o seu nome ligado a escândalos e a rumores pouco agradáveis. Precisa  apenas do carinho do público suíço.

Ontem, no meu encontro com David Lowery, realizador de Cavalheiro com Arma, o tal filme da Fox protagonizado por Robert Redford, fiquei a saber que é mesmo verdade: o ator pondera em desrespeitar o seu anúncio de reforma. Faz muito bem em imitar Clint Eastwood, que para o ano também é a estrela de The Mule. Ah! O Lowery confidenciou também ao Cintendinha.pt que vai haver campanha do estúdio para Redford ser nomeado ao Óscar. Vamos ver se não o “roubam” como aconteceu em All is Lost.

 

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