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25 Mai 2020

Cannes 2020 | O que estaria agora na Croisette
Newsflash

Cannes 2020 | O que estaria agora na Croisette 

Enquanto o diretor artístico Thierry Frémeaux não revelar em Junho o que seria a seleção deste ano, fica um exercício de suposição de cinco filmes que neste momento estariam a marcar o maior festival do mundo, entretanto cancelado.

O Ano da Morte de Ricardo Reis, de João Botelho

Possivelmente poderia ter sido seleccionado no Un Certain Regard ou na Quinzena dos Realizadores. Botelho tem historial na Quinzaine e uma adaptação de José Saramago é sempre apetecível para um grande festival, já para não falar que devemos acreditar cegamente num filme que nos dá um trailer tão belo.

Botelho continua a acreditar na nossa Literatura e desta vez volta ao preto & branco num exercício estético que se prevê rigoroso e com feixes de luz esmagadores.

Chico Díaz, Vitoria Guerra e Catarina Wallenstein estão no elenco.

Tre Piani, de Nanni Moretti

Três pisos, um condomínio, três famílias e muitas histórias. Assim é o novo Moretti, desta vez a filmar a burguesia italiana num filme que seguramente seria um dos pontas-de-lança à Palma de Ouro. Um dos habitués da Croisette tem aqui um dos seus filmes mais ambiciosos e um potencial retrato de uma nova mentalidade italiana do atual milénio. Só pelo elenco já é um vencedor: Alba Rohrwacher, Ricardo Scarmacio e o próprio Nanni.

The French Dispatch, de Wes Anderson

Poderia ser um belo filme de abertura e o regresso de Anderson ao tapete vermelho que já o acolheu no passado. Segundo se percebe, The French Dispatch pode ser o seu filme mais “gráfico”, mas se o “design” já vem com “marca registada”, espera-se que o humor em formato de pequenas histórias se adapte bem ao estilo do cineasta.

Bill Murray, Léa Seydoux, Matthieu Amalric, Tilda Swinton, Timothé Chalamet e Frances McDormand são alguns dos muitos atores de um dos filmes mais esperados do ano.

Soul- Uma Aventura com Alma, de Pete Docter

Era um dos títulos mais esperados na Riviera Francesa, a nova aventura da Disney Pixar. Segundo as boas línguas, trata-se de um conceito original e inovador que teria conquistado o comité cannoise. Agora, só em Novembro deveremos conseguir ver esta história de um músico que perde a alma e tem de ir ao além para a recuperar. A Pixar novamente a ser verdadeiramente universal e sem medo de tocar em temas como a morte e aquilo que de mais íntimo trata a condição humana…

Da Five Bloods, de Spike Lee

Por ser um filme realizado pelo presidente do júri, é claro que Da Five Bloods só poderia ser exibido numa sessão extra-concurso. E é mesmo pena o festival ter ido para o galheiro pois só na Netflix poderemos ver este “joint” de Lee, já aprazado para o próximo dia 12. Trata-se de uma premissa apetecível: quatro afro-americanos regressam ao Vietname nos nossos dias para recordarem a sua passagem pela guerra.

Curioso perceber como Chadwick Boseman se porta num filme de um grande artista, ele que é agora um dos atores mais conhecidos globalmente devido à sua participação como Black Panther nos filmes da Marvel.

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