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12 Ago 2022

Berlinale 2022- sensações do arranque
Newsflash

Berlinale 2022- sensações do arranque 

Festival de Berlim- os melhores do arranque!

 

Depois de um filme de abertura enérgico, a fusão do cinema de François Ozon com Fassbinder, PETER VON KANT (na foto Dénis Menochet, tremendo como a versão feminina Petra Von Kant), o melhor filme deste arranque da Berlinale também vem de França: INCROYABLE MAIS VRAI,de Quentin Dupieux, a sua aposta no subtema das viagens temporais. A bizarria habitual desta vez a conseguir um efeito de expansão cómica mais consistente. Ajuda muito que estejamos perante atores maravilhosos como Alain Chabat, Lea Drucker e Benoît Magimel.

De bizarrias também percebe alguma coisa  o britânico Peter Strickland, desta feita com FLUX GOURMET, o estranho caso de uma residência colectiva de performers gastronómicos. O filme não de fica pelo gozo do insólito e consegue ter um estranho estremecimento de série B com uma inteligência rara.

Berlim também foi ao céu com o giallo de Dario Argento em DARK GLASSES, já comprado para Portugal. Um filme de terror que não abdica da sua nostalgia do passado. Sangrento e demodé, impressiona por um domínio extremo do clímax do medo.

 

Vénias tremendas para o cinema português. UM TRIO EM MI BEMOL, de Rita Azevedo Gomes é um feliz adaptação de uma peça de Éric Rohmer e ensaia a ideia do filme dentro do filme com um prazer dos diabos. Depois há ainda essa experiência de ensaio que é SUPER NATURAL, de Jorge Jácome, possivelmente o novo A METAMORFOSE DOS PÁSSAROS. Um filme escrito com a ajuda de André Teodósio e José Maria Vieira Mendes do Teatro Praga. Mas o melhor dos portugueses até agora mostrado por aqui seja o novo de Pedro Cabeleira, BY FLÁVIO, uma história sobre influencers e o poder do Instagram. Está na corrida ao Urso de Ouro das curtas e é a confirmação de um cineasta que em cada plano mostra mil e uma ideias de cinema.

 

Fora de competição, boa ideia também venerar o documentário THIS MUCH I KNOW TO BE TRUE, de Andre Dominick, sobre a influência de Warren Ellis em Nick Cave. Sugere-se um inventário de cumplicidades australianas ao mesmo tempo que se capta a essência do som desta dupla.

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